IX Encontro Sesc Povos do Mar mostra a culinária das comunidades praianas

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Tapioqueira. Foto: Julio Filho

De ponta a ponta do litoral cearense, a Rede Sesc Povos do Mar encontra tradições, culinárias, danças, cantos, artesanato, desde a margem oeste, em Chaval, até o extremo leste, em Icapuí, convidando as comunidades praianas de 24 municípios a participar do importante projeto de socialização de práticas e saberes. A 9ª edição Encontro Sesc Povos do Mar acontece em setembro, de 22 a 26/9, e o 5° Encontro Herança Nativa, de 26 a 29/9, recebendo diariamente, na reserva ecológica do Sesc,  cerca de cinco mil pessoas, entre participantes e o público visitante. Neste ano, mais de duzentos povoados litorâneos e cerca de duzentas localidades das serras e sertão estarão representadas por seus moradores.

Durante cinco dias, cerca de 400 representantes ficam hospedados no Sesc Iparana Hotel Ecológico. São mestres de cultura, rendeiras, pescadores, indígenas das 14 etnias do Ceará, grupos de tradição que se encontram para apresentar o que apenas os nativos conhecem: a sabedoria de quem tem a vida ligada ao mar.

Tapioqueira. Foto: Julio Filho

A programação se divide em cinco eixos, que contemplam diversos aspectos das relações comunitárias. Na culinária, o Sabores, Saberes e Saúde ensina a culinária tradicional e inovadora, criada pelas famílias de pescadores, assim como a medicina popular.

Sociabilidades

Na localidade de Guajiru, em Trairi, os moradores recebem, todos os anos, o convite para integrar o Encontro Sesc Povos do Mar. A etapa de preparação desperta memórias, vocações e estreita os vínculos comunitários para mostrar tudo o que podem oferecer. No Encontro, as tapioqueiras como Rosenilda Dias Moreira ficam à frente da Casa das Tapiocas, resgatando o preparo rústico, com apenas quatro ingredientes: goma, água, sal e o coco.  “Nossa tradição é a tapioca é o jeito como é feita, numa pedra”, explica ela.

Conhecida por realizar, todos os anos, o Festival do Camurupim, o Guajiru antecipa no Povos do Mar o preparo do peixe que pode chegar a mais de cem quilos e é assado em brasa durante mais cinco horas. “Camurupim com grolado era o que a gente comia antigamente, e isto está se perdendo”, diz Rosenilda. Os pescadores também ensinam em oficinas o ofício da pesca artesanal.

Camurupim assado. Foto: Júnior Panela

Quando criança, uma das formas de renda era a coleta de algas marinhas, que eram vendidas para exportação. “Antigamente, as crianças apanhavam o lodo para ganhar um dinheirinho, secavam, vendiam e era exportado para o Japão” , recorda ela. Hoje, pessoas da comunidade dominam o cultivo, beneficiamento e produção de cosméticos feitos com algas e vendem seus produtos no encontro do Sesc, assim como os panos bordados e os doces feitos com o Guajiru, fruta nativa que dá nome ao lugar.

Serviço

IX Encontro Sesc Povos do Mar e V Encontro Sesc Herança Nativa
Data: 22 a 26 de setembro
Horário: 7h30 às 20h30

Local: Sesc Iparana Hotel Ecológico (Av. José de Alencar, 150 – Caucaia)

Confira programação completa no site
Aberto ao público
Conheça o projeto: https://www.sesc-ce.com.br/povos-do-mar-heranca-nativa/

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