Vanessa Viana atua no ramo da gastronomia há 10 anos. Começou como auxiliar de cozinha, estudou e trabalhou muito. Hoje é empresária e comanda o Matina e Café, espaço que nasceu do desejo de oferecer uma experiência cosmopolita em Fortaleza. Com formação nas áreas da Contabilidade e Gastronomia, Vanessa construiu uma trajetória que une técnica, gestão e sensibilidade. Passou pelo curso técnico em Cozinha e pela qualificação em Confeitaria no Senac, além do curso de Viennoiserie (pães e doces de massas finas, entre elas, a folhada) pela Le Cordon Bleu São Paulo. Foi auxiliar de cozinha, trabalhou com a chef Bia Leitão no Grupo Menu e, aos poucos, transformou o que começou como hobby em profissão, negócio e modo de vida.
À frente do Matina e Café, ela traduz essa bagagem em um espaço que nasceu do brunch servido no Zelig e da vontade de atender bem durante todo o dia. Com ambiente aconchegante, livros, plantas e um cardápio de inspiração cosmopolita, com o negócio atual, Vanessa aposta em opções como o Cappuccino com sete especiarias, os Ovos beneditinos e o Gravlax. Confira a entrevista abaixo:

Quem é a Vanessa Viana e como você se apresenta dentro da gastronomia?
Tenho 40 anos, há 10 anos estou no ramo, comecei como auxiliar de cozinha, estudei e trabalhei muito, hoje sou empresária, estou montando um grupo e sigo muito feliz atuando nesse setor. Minha primeira formação é em Contabilidade, que me ajuda muito na gestão. Depois fiz Gastronomia na Unichristus, o curso técnico em Cozinha no Senac, a qualificação em Confeitaria no Senac, e o curso de Viennoiserie pela Le Cordon Bleu São Paulo.
Em que momento a gastronomia entrou na sua vida profissional? O que você aprendeu ao longo da sua trajetória que mudou a forma como você enxerga a comida?
A graduação em Gastronomia começou como hobby, mas já no primeiro semestre surgiu uma oportunidade de trabalhar com a chef Bia Leitão no Grupo Menu. A partir daquele momento não teve mais volta. É o que dá sentido à minha vida, depois da minha família. É meu trabalho, é meu lazer, meu presente e meu futuro. Que a gente pode achar que é sobre números, que é sobre processos ou sobre insumos, mas é tudo sobre pessoas, feito por pessoas, para unir pessoas.
Como nasceu a ideia de criar o Matina?
Eu já fazia o brunch no Zelig (bar de balcão, atualmente outro nome e sob nova administração), uma ideia que surgiu antes da pandemia, mas que aconteceu durante ela, e dentro do Zelig eu comecei a perceber que precisava de algo maior, principalmente para poder atender durante o dia todo. A gente sempre quis oferecer algo único, num lugar tranquilo, que as pessoas pudessem estar muito confortáveis, por isso os livros, as plantas, para deixar o ambiente aconchegante. A identidade do Matina sempre veio desse lugar cosmopolita, você está em Fortaleza, mas poderia estar num café em qualquer lugar do mundo.
O que diferencia o Matina de outros cafés e espaços de brunch?
Tentamos oferecer, mais uma vez, essa sensação cosmopolita. Um cardápio mais internacional, pouco regional. Um ambiente mais abrangente que agrada diferentes tipos de público. O que servimos hoje no Matina é algo que penso desde a faculdade, mas que teve muita influência no meu estudo e interesse em cultura norte-americana, e por algo que eu sentia que faltava em Fortaleza, tanto no espaço como no nosso cardápio.
Quais experiência vocês querem proporcionar para quem visita o Matina?
Um serviço gentil, da porta até a conta, uma boa refeição e um momento de tranquilidade. O café é um companheiro de boas e más horas. Aquele coado que começa o dia, e o espresso que encerra o jantar. Na minha relação com café, ele está presente em todos os momentos, e ainda bem, hoje, quase sempre como protagonista.
O que você aprendeu sobre o público de Fortaleza desde a abertura do estabelecimento?
Aprendi que estamos numa cidade onde as pessoas amam se exercitar, acordar cedo e ter boas experiências desde as primeiras horas do dia. Quando eles gostam e são bem tratados, eles voltam, e fazem questão de fazer propaganda.
Existe um jeito cearense de tomar café? O que costuma acompanhar esse momento?
Mesmo se existisse o jeito cearense de tomar café, seguiria dizendo que se toma café como quer. Café é algo tão gostoso, e cada um gosta de um jeito, que não acredito que exista jeito padrão, correto ou errado. Observo sim o cearense mais criterioso para grãos, para torra, para os métodos de extração, valorizando os grãos cearenses e os torrefadores daqui.
Como o Matina equilibra referências contemporâneas com ingredientes e hábitos da cultura alimentar brasileira?
Com pesquisa e ouvindo nossos clientes. Às vezes arriscamos, mas sempre atentos tanto ao mercado de fora e ouvindo o feedback daqui.