Assembleia Legislativa aprova a Política Estadual da Gastronomia e Cultura Alimentar do Ceará

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queijo coalho, paçoca no Raimundo do Queijo
Degustação de queijo coalho, paçoca, cachaça e cajuína no Raimundo do Queijo (foto: Rodrigo Carvalho/Sabores da Cidade)

A Política Estadual da Gastronomia e da Cultura Alimentar, que cria o Programa Ceará Gastronomia, foi aprovada nesta quinta-feira (15), na Assembleia Legislativa do Ceará. Com forte característica da intersetorialidade, a proposta reúne diferentes áreas do Governo do Estado, como Educação, Desenvolvimento Agrário, Cultura, Turismo e Meio Ambiente, bem como outros setores da economia.

O Governo do Estado concebeu o Programa Ceará Gastronomia junto com a Câmara Temática da Gastronomia da ADECE, composta por 20 entidades do setor público, sociedade civil e iniciativa privada, para evidenciar a gastronomia local como referência cultural, e torná-la, por conseguinte, em verdadeiro referencial de valorização da economia. Os elos da cadeia produtiva, passando desde o pequeno agricultor familiar, indústria alimentícia, chefs de cozinha, instituições de ensino, e turismo em geral, até se chegar no consumidor final, seja ele local ou turista, precisam ser integrados de forma estruturada, eficiente e que proporcione uma verdadeira inserção da gastronomia na economia criativa.

Segundo João Lima, Presidente da Câmara e Coordenador do Programa Ceará Gastronomia, a principal característica da iniciativa está na horizontalidade e interdisciplinaridade o que a torna tão transversal. “Somente com o trabalho em conjunto e conectado de todos os agentes da cadeia será possível levantar todos os seus dados sociais e econômicos, fundamentais para o desenvolvimento de um planejamento e implantação de projetos a curto, médio e longo prazo, que colocará o Ceará numa posição de destaque não so que se refere a qualidade e riqueza de sua Gastronomia , mas também como grande agente transformador econômico e social de um povo”, afirma.

João Lima Presidente da Câmara Temática da Gastronomia e Coordenador do Programa Ceará Gastronomia (foto:divulgação)

Integrando os agentes da cadeia produtiva, possibilitando a consolidação do Ceará como referência no setor gastronômico nacional, o fortalecimento do turismo gastronômico, bem como a geração de renda e emprego aos envolvidos, a Política Estadual de Gastronomia chega com a estratégia de estimular a gastronomia, abrindo novas oportunidades, permitindo parcerias de toda a sociedade, inclusive órgãos ou entidades públicas e a implementação de ações integradas voltadas para o desenvolvimento da gastronomia cearense.

Com a aprovação da Política Estadual da Gastronomia e da Cultura Alimentar será possível salvaguardar o Patrimônio Gastronômico do Estado do Ceará em toda a sua diversidade e origem, bem como os modos de fazer e os saberes relacionados à cultura alimentar, de forma a garantir a preservação das tradições locais como um dos aspectos de desenvolvimento da gastronomia, cultura material e imaterial de grupos familiares, indígenas, quilombolas, comunidades de matriz africana ou de terreiro, pescadores artesanais, aquicultores, maricultores, silvicultores, extrativistas, suas cooperativas e associações e demais povos e comunidades tradicionais. A política objetiva, ainda, estimular a consolidação e ampliação da agricultura familiar rural e urbana, do turismo local e regional, da produção e fabricação artesanal e da produção e divulgação de conhecimentos relacionados à diversidade cultural cearense.

“É impossível pensar a gastronomia separada da cultura alimentar. Esse programa vai nos dar base estrutural, administrativa e orçamentária para que essa política possa ter um local institucional de desenvolvimento. Enquanto lei, pensamos em sua transversalidade, envolvendo o desenvolvimento econômico, o desenvolvimento agrário, a educação, o turismo, a cultura, mas sobretudo a sociedade civil e principalmente com participação das universidades, pois as instituições de ensino e pesquisa terão papel fundamental para qualificação dessa política, como é o caso da própria Escola de Gastronomia Social Ivens Dias Branco, equipamento da Secult”, pontuou o secretário da Cultura Fabiano Piúba.

Em todo o país, importantes movimentos passaram a elevar as gastronomias locais com referência cultural, tornando-as verdadeiros referenciais de valorização da economia. Aqui, evidencia-se a cultura alimentar pautada na preservação das origens gastronômicas locais, sendo base para a implantação de qualquer plano de desenvolvimento idealizado para o setor, como parte da edificação da sociedade e da cultura cearense. O Ceará se diferencia por todo esse apoio e criação de políticas de estado que visam o fortalecimento dessa área da gastronomia e cultura alimentar.

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