Belezas e Sabores de Aracati

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Museu Jaguaribano (Foto: Izakeline Ribeiro)

2º Festival de Gastronomia e Cultura de Aracati fortalece e promove gastronomia local

Museu Jaguaribano (Foto: Izakeline Ribeiro)

Aracati é um dos destinos turísticos mais procurados do Ceará. O melhor é, que além das praias, a cultura local, a agricultura familiar e mercado gastronômico ganharam destaque na 2ª edição do Festival de Gastronomia e Cultura de Aracati, realizado no último feriado, de 15 a 17 de novembro.

A organização do evento, comandada pela Prefeitura de Aracati em parceria com o Sebrae/CE, levou para Rua Coronel Alexanzito (Rua Grande) 26 boxes de comidas variadas e preços acessíveis, aulas de gastronomia e estandes de pequenos produtores. Shows musicais e atrações culturais locais animaram as três noites da programação totalmente gratuita e aberta ao público.

A rua Grande faz parte do Centro Histórico de Aracati, onde diferentes casarões antigos, outrora morada de célebres cearenses como: Adolfo Caminha, Beni de Carvalho e José Pereira da Graça, o o Barao de Aracati, – alguns século XVIII – têm suas fachadas preservadas.  Destaque para o Museu Jaguaribano, que estava aberto ao público durante todo o evento, deixando o festival ainda mais interessante. Aliás, o complexo foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em abril de 2000. O Festival exalta ainda mais a beleza do local. Não deixe de visitar quando passar pela região.

Bonecos gigantes de Hélio Santos, mestre da cultura, deixaram as ruas mais bonitas, além de cortejo cultural, dança do coco, presença da Rainha do Carnaval, dos noivos da quadrilha e de bandas locais. No Teatro Francisca Clotilde, o foco foi a leitura voltada para as crianças.

Comer e Beber

Harmonização de queijos e vinhos, produção de hambúrguer artesanal, petiscos e lanches, doces e drinques foram os temas das oficinas gastronômicas realizadas durante o Festival. A especialista em vinhos Jardênia Siqueira compartilhou com o público conceitos básicos sobre vinhos, harmonizações e realizou a degustação de alguns rótulos. A chef Naara Barros ensinou a fazer uma cestinha de pastel recheada com camarão e um hambúrguer de carne de sol com crispy de macaxeira.

Dos boxes, provamos hambúrguer de camarão da lanchonete Siri Cascudo. Apesar de fino, era saboroso. Da Barraca do Armandinho, provamos o peixe à delícia, mas por lá tinha uma série de opções para montar o seu pratinho preferido. Armandinho Andrade e a esposa Carolina Rocha, junto com  família, preparam tudo para levarem suas panelas de barro recheadas de sabores regionais aos mais diversos eventos da região. A lanchonete Universitários estava lá com sua bancada repleta de pães recheados – tipo salgado – de lagosta, arraia e recheios tradicionais. 

Destaque também para a ousadia do box Glestlê, comandado por Gleici Costa, que apostou e pratos com inspiração oriental. O frango picante ganhou tempero coreano e surpreendeu tanto quanto os doces, como o mini-naked cake com chantinho (chantilly com leite em pó). Tudo muito gostoso. Precisava de uma semana de festival para conseguir provar tantas opções, mas, já valeu demais e ainda deixou um gostinho de quero mais. Com certeza, estaremos por lá em 2019.

Quem também passou pelo evento foi a chef MarieAnne Bauer, que comanda o Le Marché, em Fortaleza. Ela preparou uma paella Valenciana, que combina carne e frutos do mar.

Pequenos produtores

Outra atração do Festival foi a feira com produtores de Aracati. A chef naturalista Aline Dias é a idealizadora do projeto Semente Integrativa que, com o apoio de parceiros, promove uma série de oficinas na praia de Majorlândia. No evento, bolsas, coador de voal, crochê eram alguns dos produtos disponíveis. Do distrito de Jirau, 32 km do Centro, a mandioca e o caju se transformam em farinha, bolos, tapiocas finas e crocantes, doce e mel de caju e cajuína. Os produtos foram apresentados por Maria Luciene Barros.

Na localidade chamada Preá, o sr.  Antônio José de Sousa – mais conhecido como Toinho do Preá – direciona toda sua produção seguindo os princípios do cultivo agroecológico. O caju mais bonito do evento estava lá na sua bancada, as castanhas lindas  – garanti o meu 1kg quilo de castanha por R$ 50,00 -, a mistura de farinha de mandioca com castanha de caju, entre outros, somavam-se à simpatia, atenção e amor do seu Toinho pelo que ele apresentava.

Do distrito Barreiras dos Vianas, 18 km do Centro, outro apaixonado pelo seu produto ali no evento era o sr. Francisco Rocha. Ele produz mel de abelhas italianas há 27 anos. Em todo esse tempo, toda sua produção era repassada para outras empresas maiores. Em 2018, com o apoio do Sebrae/Ce, iniciou o registro da marca e se prepara para venda direta ao cliente final. O que também só está sendo possível porque a filha Naiane Rocha está concluindo a faculdade de Engenharia Ambiental e tem atuado diretamente nesse processo.

Isso foi um pouco do que vivemos durante esse Festival tão rico. Eu já vou me programar para estar presente em 2019 e vocês?

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