
Nascido no interior de Santa Quitéria, Jonas Farias iniciou sua trajetória na gastronomia inspirado pelo tempero de sua mãe, a dona Miraci. Na adolescência ele deixou o Ceará e foi rumo ao Rio de Janeiro em busca de novas oportunidades. Durante 12 anos em solo carioca, ele adquiriu vasta experiência no setor de serviços, atuando como barman e garçom, bagagem que trouxe de volta ao Ceará para iniciar seu próprio empreendimento.
O caminho para o sucesso do Picanha do Jonas envolveu a superação de desafios significativos, incluindo problemas de saúde e a necessidade de recomeçar do zero algumas vezes. Hoje, prestes a completar 26 anos de história, o negócio consolidou-se como uma empresa familiar, contando com a participação ativa de seus filhos na administração das três unidades em Fortaleza.
A identidade do restaurante une a sofisticação aprendida nos grandes centros com a “culinária do interior brabo do sertão”. Embora o churrasco seja o carro-chefe, a casa tornou-se uma referência em pratos regionais, como o capote torrado e a carneirada, cujas receitas resgatam as memórias afetivas da infância do empresário.
Olhando para trás, muitos momentos marcaram a trajetória do empresário. Um deles foi a abertura da sede no Bairro de Fátima, realizando um sonho que Jonas alimentava desde a juventude. Atento ao futuro, ele mantém também o vínculo com suas raízes produzindo insumos, como o próprio queijo que é comercializado no restaurante, feito em sua fazenda no interior.

Saiba mais sobre a trajetória de Jonas Farias abaixo.
Sabores da Cidade: Você veio do interior antes de empreender na capital, certo? De que forma essa origem e as experiências que teve antes de abrir o restaurante influenciaram sua forma de trabalhar e de fazer comida?
Jonas Farias: Começou com a referência da minha mãe, Miraci, que cozinhava muito bem. Na adolescência, sai do interior de Santa Quitéria para tentar uma vida melhor no Rio de Janeiro, onde trabalhei 12 anos no segmento (1977 a 1991), onde comecei de barman, depois fui para chefe de bar e encerrei a carreira no Rio como garçom. Então voltei para Santa Quitéria em 1992 e vim para Fortaleza em 1993.
Hoje o Picanha do Jonas conta com três unidades em Fortaleza. Como foi o começo e quais eram os maiores desafios na época?
Comecei com a churrascaria na Varjota, em sociedade com um irmão, mas tive uma doença séria e tive que me afastar por motivo de saúde. Depois retornei com self-service no centro da cidade, junto com a minha então esposa. As maiores dificuldades foi começar novamente do zero e a falta de capital de giro.
O Picanha do Jonas é um negócio familiar? Quem ajuda na administração do negócio e faz parte da produção na cozinha?
Sim, minha família faz parte de toda história e meus filhos Paola, Jonas Filho e Ruana estão cada dia mais dentro do negócio, na parte da administração, cozinha não tem nenhum atuando.

O Picanha do Jonas completará 26 anos no fim deste ano. Quando você olha para trás, qual foi o momento mais marcante dessa trajetória desde o início do restaurante?
Um dos momentos mais marcantes, que considero uma grande benção, foi quando consegui fechar o negócio no local onde funciona a sede do Bairro de Fátima. O motivo da emoção é que quando fui embora do Ceará para o Rio de Janeiro, paramos na rodoviária de Fortaleza e eu vi o local e disse que um dia ia ter meu negócio perto da igreja. E foi exatamente o que aconteceu.
Administrar mais de uma unidade muda bastante a rotina de um empresário. Quais foram os principais aprendizados ao expandir a marca do restaurante?
Confesso que para mim, não mudou não. Eu gosto muito de rodar nas sedes, inclusive estou sempre observando e conversando com os clientes, é muito gratificante. Sobre os aprendizados, é principalmente sobre como entender o público de cada bairro, já que existem algumas particularidades.
O churrasco e os pratos regionais são marcas fortes da casa. Como surgiu a ideia de apostar nesse estilo e o que você acredita que diferencia o churrasco servido no Picanha do Jonas?
No Rio de Janeiro adquiri experiência com restaurantes mais refinados. Porém, no nosso estado, o público é voltado mais para churrascarias, comidas regionais, entre outros. Então usei meus conhecimentos com carnes que tinha quando era funcionário, juntei com a culinária da minha raiz, que é o interior brabo do sertão. E conseguimos fazer com que surgisse a picanha do Jonas. Onde se tem um cardápio com várias opções. Entre eles o regional, mas o principal mesmo é o churrasco.
Muitos restaurantes têm receitas que viram a identidade da casa. De onde vêm as receitas e os temperos que fazem parte do cardápio? Existe alguma inspiração na comida regional ou em tradições familiares?
Os nossos pratos regionais vêm muita das comidas da minha infância. Como capote torrado, carneirada, comidas que minha mãe fazia como ninguém. Então, ela foi uma inspiração para decidirmos o que pôr no nosso cardápio. E com o conhecimento do nosso público vamos introduzindo ou mudando algo para que possamos agradá-los.
Depois de 25 anos de história, como você enxerga a relação do restaurante com a culinária regional e com os clientes que acompanham a marca há tanto tempo?
Mesmo com nome estando ligado ao churrasco, que sim, é nosso carro-chefe, o restaurante realmente virou referência no regional e percebo que cada vez mais as pessoas passaram a valorizar as comidas regionais. Inclusive, nosso ambiente traz forte os elementos da regionalidade. Um dos pratos mais elogiados da nossa casa é o Capote Torrado e Arroz de carneiro.
Olhando para o futuro, quais são os próximos planos para o Picanha do Jonas? Existe a intenção de abrir novas unidades ou explorar novos formatos?
O mercado é movimento e estamos passamos pelo momento de atualizar processos e com olhar em algumas oportunidades. Em breve, lançaremos uma novidade. Compartilho com vocês, prometo.
Por fim, Jonas, o que gosta de fazer no tempo livre quando não está gerenciando o seu negócio?

Algumas das coisas que mais gosto de fazer no meu lazer é nadar no mar, sair com meus netos, assistir jogo de futebol e ficar na fazenda Não me Deixe, localizada no interior da minha cidade natal, onde também aproveito para produzir alguns dos produtos que vendemos no restaurante e que são matéria prima para nossos pratos, como nosso queijo.
Saiba mais
Picanha do Jonas
Instagram: @picanhadojonas
Endereços: R. Graciliano Ramos, 420 – Bairro de Fátima | R. Tibúrcio Cavalcante, 1876 – Aldeota | R. Queirós Ribeiro, 394 – Montese