Criado a partir da experiência de uma família que começou vendendo na calçada, estabelecimento ganhou novas versões do prato e conquistou espaço nas redes sociais
O pratinho, uma das preparações que fazem parte do cotidiano gastronômico de Fortaleza, também pode ser ponto de partida para histórias de empreendedorismo e transformação. É o caso da Dona Maria Pratinhos, negócio iniciado por Dutra Filho ao lado da mãe, dona Maria, ainda na calçada, e que hoje conta com a atuação de Rayane Vieira, sua esposa, à frente da empresa junto com ele.
A partir da experiência familiar, o casal passou a desenvolver novas versões do pratinho e a investir na apresentação dos produtos, levando a preparação para diferentes combinações e conquistando espaço nas redes sociais. A proposta mantém a relação com a comida popular, mas acrescenta novas possibilidades ao cardápio.
Entre as opções disponíveis estão preparações como cupim com batata, creme de galinha, vatapá e carne de sol com creme de batata, considerada uma das especialidades da casa. O creme de batata é apontado por Rayane como um dos carros-chefes do estabelecimento e acompanha a carne de sol em uma das combinações que ganhou destaque entre os clientes.

O cardápio também inclui outras possibilidades de proteínas e acompanhamentos, como estrogonofe de carne e arroz temperado, além das diferentes combinações que podem compor os pratinhos. A variedade faz parte da estratégia da Dona Maria de apresentar o prato tradicional em versões que dialogam com diferentes preferências.
A apresentação dos pratos e a presença nas redes sociais ajudaram a ampliar a visibilidade do negócio. Para Rayane, a transformação do pratinho em diferentes combinações foi fundamental para que a Dona Maria Pratinhos se tornasse conhecida em Fortaleza.
Atualmente, um dos pontos de atendimento fica na Praça da Lagoa do Mondubim, onde, segundo Rayane, funciona o último trailer que permanece aberto no local. O atendimento começa às 18h, de quarta a segunda-feira. A Dona Maria Pratinhos também está presente nos bairros Vila Pery e Jóquei.
Para Rayane, a trajetória do negócio ultrapassa a relação com a comida. O pratinho passou a fazer parte da história da família e contribuiu para mudanças na vida dos envolvidos. “Pratinho realmente é transformador. Ele transformou a minha vida, a história da minha casa”, relata.

A história do pratinho em Fortaleza também vem sendo registrada em pesquisas sobre a cultura alimentar da cidade. A jornalista e pesquisadora Izakeline Ribeiro realizou um trabalho dedicado à preparação e às pessoas que ajudam a construir essa tradição gastronômica, pesquisa que deu origem ao livro “O Sabor das Ruas de Fortaleza: Um Pratinho Cheio de Cultura Alimentar”.
A publicação reúne histórias e relatos relacionados ao pratinho e a diferentes personagens da gastronomia popular de Fortaleza, registrando uma preparação que ganhou espaço na alimentação cotidiana da cidade.
Na Dona Maria Pratinhos, os valores atualmente praticados são R$ 20 na opção pequena, com uma proteína; R$ 23 na média, com duas proteínas; e R$ 28 na grande, com três proteínas.
A experiência da Dona Maria Pratinhos mostra como uma preparação popular pode ganhar diferentes interpretações sem perder sua relação com a comida cotidiana. Entre receitas tradicionais, novas combinações e a atuação de uma família que encontrou no pratinho uma forma de sustento e transformação, a preparação continua encontrando novos caminhos nas mesas e nos bairros de Fortaleza.
O livro “O Sabor das Ruas de Fortaleza: Um Pratinho Cheio de Cultura Alimentar”, de Izakeline Ribeiro, está disponível em pratinhoemfortaleza.com.br.
