Crônica: Gratidão à mesa, sabedoria na vida

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Italo Borges

Por Italo Borges
Especial para o Sabores da Cidade

Fim de ano é sinônimo de fartos banquetes e mesas compartilhadas nas reuniões de família. Há quem consiga, inclusive, fazer uma preparação prévia para as calorias extras do período, outros seguem e colocam a meta da dieta para o ano vindouro.

De toda forma, a ritualística das ceias é algo que me fascina há muito. As clássicas são complexas, com uma infinidade de preparos que seguem tradições, as de hoje podem levar até uma pitada de inovação “pós moderna”. Quem já provou a rabanada com um quê de leite condensado ou uma farofa “low carb” sabe do que falo. Há espaço nas ceias de fim de ano pra todos, tal encontro democratiza os gostos e afetos. Até os inimigos figadais da injustiçada uva passa dão um jeitinho de “catar” e não dispensar aquele sazonal arrozinho branco trazido pela amantíssima Tia Avó.

Cá para nós, ceia boa é aquela em que cada um leva sua especialidade, o que nos rende uma diversidade de entradas, pratos e sobemesas que, raramente fora desse periodo, podemos nos deparar. Outra oportunidade surgida é a de deixar um pouco de lado as bebidas de sempre (cervejas e drinks) para um passeio no universo dos vinhos. Sabe aquele tio que sempre te chama pra desgustar a garrafa que ele guardou bastante tempo para aquela ocasião? O fato de não ser um vinho de guarda é um mero detalhe. O que vale é a constatação de que os laços que unem familiares e amigos acabam por naturalmente aflorar durante as festas.

Até nos relembram para que estejamos sempre atentos à valorização do Ser, do Estar, do congraçamento que reflete a fé de cada um, bem como de saber celebrar cada novo ciclo que resta simbolizado pelo que a humanidade convencionou chamar de ano.

Que 2020 possa nos proporcionar gratidão e sabedoria necessária para apreciarmos os momentos à mesa e também fora dela.

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