Crônica: Quem quer merendar bruaca?

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Italo Borges

Por Italo Borges
Especial para o Sabores da Cidade

Tem coisa que te lembre mais merenda de vó do que a Bruaca?

Uma massa batida à mão, frigideira, óleo, açúcar e canela é a alegria certa nesses tempos em que é preciso ficar em casa. Uma memória de infância, quando eu falava mesmo era “buruaca”. Confesso que ainda prefiro essa variação um tanto pueril na denominação do quitute.

Ela era uma verdadeira iguaria quando, em nome da praticidade, as merendas eram o pão comprido (pão d’água) – uma baguete rudimentar comprada na bodega da esquina – com manteiga, que na verdade era margarina, acompanhada do café com leite ou uma bananada!

A tal da “buruaca” era motivo para uma animação só. Geralmente feita quando tinha mais algum menino, primas, amigos, vizinhos pra compartilhar. Pense numa receita que rende!

  • Vó, tô com fome.
  • Peraí, menino. Vou fazer “bruaca”

Rapaz, era pura alegria. A mistura dos ingredientes e a frigideira tinindo no fogo eram o prelúdio daquela merenda tão aguardada. Ficávamos ansiosos e à espreita da primeira leva bem quentinha. Mas, a Vó sempre dizia sai daqui, menino, é óleo quente!!!

Quando estavam prontas era a hora de passar naquela misturinha de açúcar com canela e ser feliz.

Essa é minha relação com a bruaca. Qual a de vocês?

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