Líderes do movimento em prol do alimento se reúnem em Taranto (Itália)

Representantes de 27 países discutirão os próximos passos a serem dados na evolução do movimento Slow Food

A cidade de Taranto, no sul da Itália, sediará, de 6 a 8 de outubro de 2023, o Slow Food International Council, que é o órgão de orientação estratégica da organização. O encontro representa a principal sede de diálogo entre os representantes do Slow Food do mundo e irá definir as principais estratégias globais da organização para o próximo ano. Juntamente com o Conselho de Administração, que é o mais alto órgão institucional, o Slow Food International Council expressa a natureza altamente internacional da organização, com 47 líderes do Slow Food vindos de 27 países como representantes de todos os cinco continentes.

O Slow Food, desde sua fundação em 1989, transformou-se em um movimento global presente em 160 países, que atuam de maneira conjunta para garantir um alimento bom, limpo e justo para todos. Após o 8º Congresso Internacional Slow Food ocorrido em julho de 2022, o movimento inaugurou uma nova fase de regeneração e nomeou sua nova liderança a nível mundial com a missão de levar o Slow Food rumo ao futuro.

Edward Mukiibi, presidente do Slow Food: “O papel do alimento produzido industrialmente enquanto principal responsável pelo desastre ambiental está se tornando cada vez mais claro e evidente. Nosso movimento, que trabalha há 30 anos para garantir alimentos bons, limpos e justos, continua desempenhando um papel político de liderança na contenção dessa tendência cujas implicações são catastróficas. A trajetória até aqui percorrida nos permitiu alcançar objetivos que antes pareciam inatingíveis. Tornou-se cada vez mais importante romper nossas redomas sociais e geográficas e criar vínculos com todos aqueles que compartilham a mesma visão de um sistema alimentar bom, limpo e justo e com aqueles que estão trabalhando para regenerar o planeta”.

O encontro será realizado em Taranto, uma cidade que se torou um símbolo de regeneração ambiental e cultural . Paralelamente à reunião do Conselho, acontecerá a primeira edição do Mediterrâneo Slow, um evento para celebrar a singularidade da cultura mediterrânea com foco na alimentação. Produtores, chefs e agricultores da costa da região Apúlia, bem como do resto do sul da Itália, estarão reunidos lá. Esta é uma data importante para o Slow Food, que ao longo dos anos tem trabalhado com seus projetos em países ao longo das margens norte e sul do Mediterrâneo – da Turquia ao Oriente Médio, ao Marrocos e à Espanha – para defender sua biodiversidade agroalimentar, cultura material e sistemas agrícolas tradicionais, bem como suas comunidades de pescadores costeiros de pequena escala.

“A história recente da cidade de Taranto nos faz pensar que a regeneração ambiental é possível e que os alimentos exercem uma função fundamental nela ao valorizar o papel de nossa rica biodiversidade e da diversidade do patrimônio cultural das nossas sociedades. O processo de renovação pode e deve começar pelos alimentos: por meio do aprimoramento de nossas práticas agrícolas, dos nossos sistemas de produção e distribuição, e com a garantia de políticas que realmente capacitem as comunidades a desenvolver sistemas alimentares locais e diversificar as dietas. Os membros do Conselho reunidos em Taranto estão engajados na elaboração de estratégias e ações concretas para o próximo ano, no intuito de apoiar a transição para sistemas alimentares sustentáveis, crucial para o bem-estar de todos e do planeta”, declara Marta Messa, Secretária Geral do Slow Food.

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