Tradição, inovação e democratização: Edgard Segantini, novo CEO da Frosty, projeta expansão da marca cearense

Edgard Filipe Segantini, aos 25 anos, assume o posto de CEO da Frosty com uma história que se une com a própria trajetória da empresa. Formado em Administração pela UNIFOR, sua conexão com o negócio começou muito antes do diploma: aos 13 anos, ele já vendia Marujinho na escola e aproveitava as férias para acompanhar de perto a operação da marca.

Para Edgard, a Frosty não é apenas uma organização líder de mercado, mas um “projeto de vida” familiar que moldou sua visão de mundo e despertou uma “inquietude constante por aprender e evoluir”.

Hoje, a Frosty ocupa um lugar de destaque no cotidiano dos cearenses e de todo o Nordeste, consolidando-se como a marca líder de gelados comestíveis na região e a quarta maior do Brasil.

A empresa transcendeu as fronteiras do Ceará para alcançar 144 lojas espalhadas por diversos estados, no Norte e Nordeste, além de marcar presença nas principais redes de varejo e atacado. Essa expansão reflete o propósito central da marca, que é fundamentado na democratização do acesso ao sorvete de qualidade no dia a dia das pessoas.

Edgard aposta em uma gestão que equilibra inovação e tradição. Na bagagem, ele carrega a cultura herdada desde gerações anteriores. Das analogias da avó até a forma como seu pai sempre conduziu a empresa. “Isso moldou a maneira como a gente pensa e toma decisão até hoje”, destaca.

Conectando tradição familiar e visão estratégica, o novo CEO da marca projeta metas para o futuro da Frosty: 222 lojas até 2027.

Leia a entrevista completa abaixo.

Confirma o tamanho da Frosty hoje?

Hoje, após mais de três décadas de dedicação, a Frosty é a marca líder de gelados comestíveis no Nordeste e a quarta maior do Brasil. O grupo conta com três marcas: Sorvetes Frosty, Marujinho e Zeca’s

Contamos com 144 lojas no Norte e Nordeste, com presença em diversos estados da região (Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Pará). O grupo Frosty também está presente nas maiores redes de supermercados e atacados do Nordeste e do Brasil. O portfólio da marca já ultrapassa 200 SKUs, contando com sorvetes, picolés, polpas, açaí, fruta congelada e gelo saborizado.

Temos um parque industrial com uma área superior a 14.000 m², em Maracanaú, e uma operação que cresce de forma consistente ano após ano. Além disso, a Frosty também conta com logística própria. 

Edgard, qual foi o momento em que você se conectou com a Frosty?

Eu cresci dentro da Frosty. Desde os 13 anos já participava do dia a dia da empresa, vendia Marujinho na escola e acompanhava a operação nas férias.

Hoje, com 25 anos, olhando pra trás, vejo como essa vivência despertou meu interesse pela operação e pelo negócio desde cedo. Isso me levou a buscar preparo, tanto na formação quanto na prática, sempre com uma inquietude constante por aprender e evoluir.

Mas a conexão mais forte veio quando entendi que aquilo não era só um negócio, era um projeto de vida da minha família e uma marca que impacta muita gente.

Hoje, para mim, a Frosty representa responsabilidade, continuidade e construção de futuro.

Agora CEO, como sua trajetória o preparou?

Minha trajetória foi construída muito próxima da operação. Passei por diferentes áreas, entendi o negócio de perto e fui construindo uma visão mais completa da empresa.

Ao mesmo tempo, busquei me preparar, tanto na formação quanto na prática, sempre com essa inquietude de aprender e evoluir.

Mas, além disso, carrego muito da cultura que veio das gerações anteriores. Desde as analogias da minha avó até a forma como meu pai sempre conduziu a empresa, isso moldou a maneira como a gente pensa e toma decisão até hoje.

Valores como inquietude, foco no cliente, senso de dono, visão de longo prazo e simplicidade nas decisões sempre fizeram parte da Frosty. E hoje isso se traduz em gestão, cultura e forma de crescer.

Isso me deu base para assumir como CEO com uma visão mais estruturada, conectando cultura, gestão e crescimento.

Quais tendências do mercado você tem observado?

A principal tendência hoje é a busca por equilíbrio e saudabilidade. O consumidor quer consumir, mas com mais consciência.

Mas, além disso, vejo um movimento forte de valorização de marcas que entendem o contexto local, que conseguem ser mais próximas e mais ágeis.

E isso não é só uma percepção interna. É algo que tenho visto também em eventos e feiras do setor. Na SIGEP, na Itália, por exemplo, isso já aparece de forma muito clara, com um olhar mais voltado para qualidade, experiência e adaptação ao perfil de consumo.

Em outras experiências, como visitas na China e participação em feiras, também fica evidente essa evolução do mercado, com inovação constante, mas sempre muito conectada ao comportamento do consumidor.

No fim, a tendência não é só sobre produto, mas sobre entender melhor quem consome e conseguir responder a isso com mais agilidade.

Quais são as apostas da Frosty em inovação?

A gente busca inovar tanto em sabores quanto em proposta de consumo, mas sempre olhando o portfólio como um todo.

Temos, sim, linhas mais indulgentes, que fazem parte da essência do sorvete, mas também investimos em produtos com menos açúcar, opções com proteína e sabores que conversam com o regional.

Tudo isso está conectado com o nosso propósito, que é democratizar o sorvete e surpreender as pessoas com sabores irresistíveis.

Então a inovação na Frosty passa por esse equilíbrio. A gente inova no que é novo, mas também valoriza o simples, aquilo que já faz parte do dia a dia do consumidor, mas que ainda pode surpreender quando bem executado.

No fim, é sobre ampliar opções, sem perder nossa essência.

Como são escolhidos os novos produtos?

Um dos valores da Frosty é o foco no cliente, então olhamos muito para o comportamento do consumidor na prática. O que ele está buscando, como ele consome, quais são as mudanças de hábito.

Mas isso não é feito de forma isolada. Temos um comitê, que leva o nome de um dos nossos valores, Visão de Longo Prazo, formado por pessoas de diferentes áreas da empresa. Esse grupo avalia de forma conjunta o mercado, novos sabores, lançamentos, melhorias de produtos e projetos estratégicos.

Além disso, consideramos viabilidade operacional e escala. Não é só criar um produto diferente, é garantir que ele funcione dentro do nosso modelo.

Pode destacar alguns lançamentos recentes?

Lançamos recentemente a linha Fit Zero, que traz opções de sorvetes sem adição de açúcar e também zero lactose. Essa linha conta com sabores campeões de vendas na versão zero, como Leitinho Trufado e Chocolate trufado.

Mas esse movimento não começa agora. A Frosty já vinha trabalhando produtos nessa linha mais equilibrada, como o picolé Pura-Fruta e a Paleta Fit com proteína.

Mas a Fit Zero é um avanço importante, porque entra na categoria de sorvetes, ampliando ainda mais as opções para o consumidor.

No fim, é sobre permitir que as pessoas consumam dentro do estilo de vida delas, sem abrir mão do sabor.

Como a Frosty trabalha a experiência do cliente?

A experiência na Frosty começa muito antes do atendimento em si. Ela está diretamente conectada ao modelo de negócio e ao que a empresa se propõe a entregar.

A Frosty atua com o atacado de sorvetes e com um mix amplo de produtos, justamente para atender diferentes perfis de consumo e estilos de vida.

Isso está alinhado ao propósito de democratizar o sorvete, tornando o produto mais acessível e presente no dia a dia das pessoas.

Dentro disso, o sabor é um ponto essencial. O foco está em oferecer um produto acessível, mas com qualidade, porque é isso que sustenta a experiência do cliente no longo prazo.

Quais são os planos de expansão?

Seguimos com um plano estruturado de crescimento, com meta de chegar a 222 lojas até 2027.  Além da visão de estar em todos os estados do Nordeste.

E sobre sustentabilidade e consumo consciente?

Esse é um tema que está cada vez mais presente e que já faz parte da forma como a Frosty opera.

A empresa tem uma atuação estruturada em práticas ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança), tanto no ambiental quanto no social e na governança. Na parte ambiental, há um trabalho consistente de gestão de resíduos, com separação e destinação correta de materiais recicláveis, além de iniciativas para redução de papel e plástico, certificações como o selo Eu Reciclo e o uso de palitos de madeira provenientes de reflorestamento.

No social, existe um investimento forte em pessoas, com plano de cargos e salários, programas de desenvolvimento, ações de bem-estar e iniciativas de inclusão e diversidade.

E na governança, a Frosty trabalha com processos estruturados, código de conduta e acompanhamento por indicadores, garantindo consistência na execução.

No fim, o consumo consciente está muito ligado à forma como a empresa se posiciona. E isso, para a Frosty, passa por construir um negócio sustentável no longo prazo, equilibrando crescimento, responsabilidade e impacto positivo.

Se você pudesse definir o futuro da Frosty em uma frase?

Crescer de forma consistente, mantendo proximidade com o cliente e fortalecendo uma cultura que sustenta resultado no longo prazo.

Porque, para a gente, tudo o que foi construído até aqui é relevante, mas ainda representa só o começo do que a Frosty pode se tornar.

Acompanhe no instagram: @sorvetesfrosty

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